Sábado, Outubro 24

AINDA DÁ PRA CHAMAR DE ANIVERSÁRIO?

Olá pessoas, fala gente que lê. Num dia desses de outubro, o mês onde escorpianos (tá, e librianos também) nascem, saudações do Louco!

Quem tem o hábito de passar por aqui deve saber do que se trata; é, ou seria, o aniversário de um grande amigo e o verdadeiro dono deste blog. Eu me atrevo a escrever de vez em quando (quando a inspiração baixa ou quando fico meio triste) por convite dele, e coisas à toa como o fato de ter morrido há alguns anos não muda o fato de que o lugar ainda é dele; tô só tomando conta por enquanto. Então, dá licença que hoje é dia de pôr o homem a par do que andou rolando...

E aí, velho amigo! Saudações anuais do Louco!

Eu disse que era bom com datas; no ano passado precisei do lembrete do CAI (sim, veja que eu não sou o único que tá precisando dar uma reciclada ^^) mas, desta vez, tô com a data em mente já tem mais de uma semana. De fato, deixei o artigo escrito alguns dias com antecedência, just in case. Sabadão é meio enrolado, e meu computador acorda mau humorado às vezes.

Finalmente quebrei a invencibilidade e descolei um play dois no meu níver do ano passado. Desde então eu tenho feito bom uso da coisa, tomado uns sustos nervosos com a série Fatal Frame e mais umas coisas, mas o fato é que continuo usando o velho play 1. Velhos hábitos são difíceis de largar, e eu nunca vi motivo pra deixar de usar algo que eu gosto, enquanto for possível. Sabe como é. Até tentei convencer os CAÍdos a fazer uma ‘campanha’ dos jogos de terror (sabe como é, todo mundo se juntar pra jogar... mas eu só ia poder assistir. Num tem graça ficar fazendo spoiler), pq achei que eles iam gostar da ambientação impressionantemente japonesa da série, mas não rolou.

No trampo, as coisas continuam mais ou menos as mesmas. Entra turma, sai turma, tô dando aula pruma galera de Personal (vc faz aula com gente de níveis misturados, tipo intermediário, básico e avançado ao mesmo tempo. Heh, parece meus velhos tempos de escola de datilografia... mas corro pra tudo que é lado, atendendo um e outro ^^). Ainda gosto disso, embora por vezes eu seja induzido ao stress – coisa de escorpiano, acho; quando cutucam a veia sensível, a gente fica meio head over feet. Outro dia, sei lá pq, eu tava mencionando Legião Urbana prum grupo de alunos e o guri com quem eu tava falando fez cara de ué (guri é bondade minha; era turma de adolescente). E eu disse ‘qualé, gente, tô falando de Renato Russo!’, e o garoto me responde ‘ah, teacher, eu não conheço. Isso aí é música de velho’. Puatz! Eu, enquanto dicionário dos anos 80 sobre duas pernas, tô acostumado a lembrar de coisa que ninguém mais lembra e me sentir mais velho, mas qualé! Legião Urbana! E é melhor nem mencionar o que foi que eles responderam quando perguntei o que eles entendiam por rock nacional... Vou dar uma dica, tinha um monte de sigla no meio. Cê teve chance de assistir Escola do Rock? Pq eu soube direitinho como Jack Black se sentiu. O que andam ensinando pra essas crianças?! Ou, como disse minha amiga Marilena, ‘Quer dizer q vc não consegue estudar história, pq tudo aconteceu antes de vc nascer?’. Disse pro garoto voltar pra casa e não me aparecer ali até ter decorado as músicas do álbum ‘Dois’ do Legião, pra saber o que era música de verdade. ... Tá, tudo bem, era brincadeira, mas devia ter feito isso mesmo *mumble mumble*

Claro, não tem como não mencionar nossos amigos CAÍdos, aposto que cê tá doido pra saber notícia da galera. Bom, lembra como tava o número de encontros e presenças neles? Pois é, não melhorou muito não... Mas a amiga Pandora e o amigo Wilhelm têm aparecido tbm quando possível, (lembra deles?) e a Pan veio pra balada de CAIniversário, que se deu este ano na casa do bom e velho Ban. Heh, foi legal como de costume, embora eu tenha ficado meio cismado com a (boa) possibilidade de se abater um temporal e ter decidido sair antes que tal coisa se desse. Sabe como é, morador do ABC, caminhos que alagam, etc... Bão, mas foi interessante notar o novo portão na rua do Ban (mó maneiro, parecia castelo medieval ^^), e só com CAÍdos reunidos mesmo pra gente se dispor a assistir aquele Dragon Ball Evolution (cê ouviu falar? Feito tipo live action, mas com atores gringos. Olha... Não ficou muito bom, não, pra dizer o mímino). Foi engraçado, e valeu a balada pq estávamos todos juntos, mas ia ser difícil de digerir vendo sozinho >< Melhor sorte a gente teve com o almoço; os pais do Ban nos agraciaram não com uma, mas duas variedades de lasanha *_* Vc teria curtido, amigo, tava muito bom.

Aliás, ainda falando em Encontros CAÍdos de Terceiro Grau, a gente teve a chance de ver uma prévia do dito DB Evolution quando nos juntamos no cinema. Queríamos ver o novíssimo e badalado filme dos Watchmen, mas acabamos sendo duramente sacaneados pelo pessoal do Cine Sta. Cruz (não me pergunte pq, acho que nem eles sabem), e o primeiro horário da sessão acabou virando cinco e tanto da tarde. Comigo, morando aqui in the boondocks, e com a Ceres morando nas boondocks do outro lado, onde pra voltar a gente tem que dar uma pernada, acabamos nos conformando e assistindo The Spirit, imaginando que uma adaptação dos quadrinhos do Will Eisner seria legal. Bom, não foi. Samuel L. Jackson mandou bem na parte dele, como sempre, mas isso não deixou o filme bom, só assistível. E não necessariamente no cinema. Bom, ao menos acabou, né?

Ah, e também rolou uma parada legal do lançamento do livro de contos da Fábrica de Idéias, onde o amigo Ban é colaborador assíduo, e ele tava lá na noite de autógrafo. Heh, claro que eu dei um jeito de me deslocar pra lá, e tive a agradável surpresa de encontrar o amigo Mushi (fazia a maior cara que eu não via ele ^^). E tbm, uma quermesse pra qual fomos convidados pela amiga Tétis. Me lembrou os bons tempos, com alguns janeiros a menos nas costas, em que eu, meus irmãos e primos comíamos pipoca como se o mundo fosse acabar no dia seguinte ^^

Vale lembrar, no mercado de leitura, que o pessoal da JBC finalmente terminou com o Inuyasha. Demorou, cozinharam o galo até virar caldo, mas chegou ao fim. Mas não se preocupe, eles já tem outra obra da tia Rumiko pra fazer o público geral tomar uma canseira. Sim, estou falando do Ranma1/2 (falar nisso, comprei o número dois hoje). A Animanga tava lançando algum tempo atrás, e pararam, acho que cê deve lembrar. Agora a boa e velha Jota tá tentando tbm, mas no modelo original (digo, formato e sentido de leitura). Vamos ver se dessa vez chegam no final, eu tô louco pra rever a Shampoo ^^ A história em que o Ranma conta pra Akane de onde veio e quem é a chinesinha ainda é a minha favorita da série.

Acho que é tudo o que me ocorre de relevante pra falar deste lado... e, sem ofensa amigo, mas acho que eu não quero muita notícia desse lado aí, não. Sabe como é, fã de filme de terror fica meio cismado quando rola contato com outro mundo que não venha do Yu-Yu Hakusho... E também, imagino que você teja em muito boa companhia, e fazendo a galera rir como sempre, que isso é sua segunda natureza. Heh... mas não consigo deixar de me perguntar o que vc diria quanto a essa nova lei antifumo. Enquanto não fumante, eu deveria gostar... mas sei lá, parece muito politicagem, não verdadeira vontade de consertar nada. Sério, não sei bem por que, mas não me convence e não me agrada, contra todas as expectativas. Coisa de escorpiano desconfiado? Talvez.

Melhor parar, acho. Esse post tá grande pra caramba... bem, mas fazia um ano que não levávamos idéia direito, né? Vou pedir desculpa então, e licença, mas tá na hora de ir ali do lado. Um forte abraço, e vai construindo seu deck. Admito que nosso duelo de Yu-Gi-Oh! vai demorar um pouco mais do que eu tinha imaginado (se depender de mim, pelo menos... ^^’), mas pode tratar de bancar o Goku e treinar aí no outro mundo, que eu faço o mesmo daqui, a la Vegita. E sem Majinbu pra tirar proveito, vamos estremecer céu e terra quando estivermos frente a frente de novo, com decks em mão e bradando ‘É Hora do Duelo!’

Forte amplexo, amigo Akira, esteja onde estiver. A gente aqui se habitua a não ouvir mais notícias suas, mas não se engane; a falta q vc faz não passa, só fingimos que sim. Cuide-se, e vai colocando Fanta Uva na geladeira, que com tanta notícia pra por em dia, vamos precisar beber um bocado. Louco, desconectando e deixando uma música... Não, peraí, acho que tenho outra idéia.

Sem música engraçada hoje, acho, mas vou deixar pros falantes de inglês uma coisa que, imagino, teria arrancado risos do velho Akira – o amigo Yamazaki curtiu pra caramba minha interpretação pobre desse vídeo, Akira. Um Italiano que foi pra Malta, e se comunicou em inglês... com alguns defeitos de pronúncia. O resultado foi uma tremenda bagunça. Dá um clicão e veja por si mesmo. ^^

http://www.englishexperts.com.br/2009/05/20/um-italiano-com-problemas-de-comunicacao/

Falou aí.

Sábado, Outubro 17

PERGUNTA IDIOTA, RESPOSTA CRETINA

É, isso mesmo, andei sumido pra sempre, reapareci ontem e vim hoje de novo. Fazer o que, eu disse que não posso controlar essa coisa de frequencia ^^ Saudações do Louco nesta noite chuvosa!

Admito hoje, pra começar, ter sido absurdamente pretensioso por todos esses anos. Achei que perguntar imbecilidade fosse um privilégio (?) brasileiro. Quem aqui nunca viu aquela cena padrão na hora do almoço, pouco antes de ir pro serviço/escola cedinho ou pouco antes de pegar no sono, num dos últimos noticiários do dia: uma casa desabou numa encosta, ou uma família morreu num prédio em chamas. O/a repórter pára ao lado do único sobrevivente da família, que tá se acabando de chorar, e solta uma pérola do tipo 'É um momento difícil da sua vida?', ou 'E aí, como o/a senhor/a se sente? O que o senhor vai fazer agora?'

Eu sou um ser humano, e meio sujeito a reações espontâneas quando exposto a stress ou pressão. O que quer dizer que, na melhor das hipóteses, eu daria um coice de mula com gasolina no infeliz que cometesse a bobagem de me perguntar uma idiotice dessas. Digo, vc não é obrigado a ter um formulário de perguntas pra situações de crise, acho, mas tem hora e lugar pra ser cretino, e aí também é abusar da boa vontade. E dizem que foi só agora que cogitaram acabar com a faculdade de jornalismo. Quero dizer, alguém que fez uma pergunta DESSAS não deve ter estudado pra assumir a profissão e, pior, ir a campo no horário nobre pra deslumbrar a nação com tal amostra de compaixão e capacidade mental, né?

E, como eu dizia no começo, isso não é privilégio nosso. Tive o prazer de acordar da minha soneca sabatina (acorde cedo da manhã e experimente passar o dia inteiro sem dormir nem um tantinho; vc fica mais zumbi que figurante do Resident Evil!) e pegar o programa da TV Cultura (o último bastião de vida inteligente na TV aberta) Cultura Mundo apresentando um especial sobre a vida de uma das minhas autoras favoritas, Lady Agatha Christie.

Lady Christie virou uma pessoa introspectiva por um e outro episódio da vida dela, e não gostava muito de dar entrevista, alegando que as pessoas faziam perguntas imbecis ou de respostas que só diziam respeito a ela, coisas do tipo 'Que cor a senhora prefere vestir?', e bobagens assim. De fato, num trecho de entrevista gravada em que ela ia assistir a umas das apresentações de The Mousetrap, a peça teatral que ela escreveu e até hoje é apresentada lá na Inglaterra, mostraram que não um, mas dois repórteres fizeram exatamente as mesmas perguntas a respeito da peça, 'A senhora acha que The Mousetrap é a melhor peça já apresentada aqui no Teatro (bolinha, eu não lembro o nome)?', e 'Por quantos anos no futuro a senhora acredita que a peça vai ficar em cartaz?'. Meu, a primeira pergunta não é uma coisa que qualquer autor com um pingo de bom senso e modéstia (ao menos pra mostrar em público, for cripe's sake!) fosse responder, e a segunda... diabos, ela era uma autora de livros, não vidente!

Ou seja, cidadãos brasilianos, fiquem sossegados. A idiotice NÃO é uma exclusividade nossa, nem somos os únicos a possuir alguns entrevistadores sem noção. Ah, e que não sirva de ofensa a toda a categoria; eu nunca disse que todos eram manés. Tem gente excepcional aí fora, e se alguém já dedicou algum tempinho ao assunto, nem precisa que eu diga isso. O Antônio Abujamra é excelente, e embora seja o único nome que eu vou citar, não é o único de qualidade. De fato, é com alegria que eu posso anunciar que temos muita gente boa na mídia, com capacidade e cérebro pra profissão.

Infelizmente, ser a 'terra do jeitinho' quer dizer que também tem jeito de qualquer um virar jornalista de campo, e entrevistar aquele tiozinho ou tiazinha que perdeu toda a família. E o resultado é uma das perguntas que eu mencionei.

Extremo, eu? É, talvez. Mas sou escorpiano, e nós amamos de paixão aquilo que gostamos... e repudiamos com o mesmo gosto o que nos incomoda. E pergunta imbecil does bother me. Nas palavras imortais do meu mago vermelho, Kane, 'Uma das coisas que mais me irritam é alguém dotado de inteligência e sem disposição para usá-la'.

Forte amplexo do Louco... Hm, e tá faltando uma música, né? Peraí... Ah, tá, vai essa aqui. Faz algum tempo, graças a essa música, eu tive uma das últimas grandes inspirações poéticas que me acometem de vez em quando. Modestamente, foi um dos meus melhores poemas, dedicado a uma amiga que é uma verdadeira Rosa ^^


Through Glass – Stone Sour
Pelo Vidro

I'm looking at you through the glass...
Estou te olhando pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo já passou.
Oh god it feels like forever
Ah Deus, parece até foi sempre assim,
But no one ever tells you that
Mas ninguém nunca te diz que
forever feels like home
'sempre' é quase como em casa
sitting all alone inside your head
sentado sozinho dentro da sua mente...
Cause I'm looking at you through the glass...
Porque estou olhando pra você pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo já passou.
All I know is that it feels like forever
Tudo o que eu sei é que parece que sempre foi assim
When no one ever tells you that
quando ninguém nunca te diz que
forever feels like home, sitting all alone inside your head
'sempre' é quase em casa, sentado sozinho na sua mente...

How do you feel?
Como se sente?
That is the question
Essa é a pergunta.
But I forget.. you don't expect an easy answer
Mas eu me esqueço... Não se espera uma resposta fácil
When something like a soul becomes
quando algo feito uma alma se
Initialized and folded up like paper dolls and little notes
inicializa e dobra feito bonecos de papel e pequenas notas
You can't expect a bit of hope
Não se espera por um pouco de esperança.
And while you’re outside looking in
e enquanto você está do lado de fora, olhando pra dentro,
Describing what you see
descrevendo o que vê,
Remember what you’re staring at is me
lembre que o que você está encarando sou eu.

Cause I'm looking at you through the glass...
Porque estou olhando pra você pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo se passou.
All I know is that it feels like forever
Tudo o que eu sei é que parece que sempre foi assim
When no one ever tells you
quando ninguém nunca te diz
that forever feels like home, sitting all alone inside your head
que 'sempre' é como estar em casa, sentado sozinho na sua mente...

How much is real?
Quanto é real?
So much to question
Tanto pra perguntar.
An epidemic of the mannequins
Uma epidemia de manequins
Contaminating everything
contaminando tudo
When thought came from the heart
quando o pensamento veio do coração
It never did right from the start
Nunca deu certo, desde o começo.
Just listen to the noises
Basta ouvir os sons.
(No more sad voices)
(Chega de vozes tristes)
Before you tell yourself
Antes de dizer a si mesma
It’s just a different scene
que é só uma cena diferente,
Remember it’s just different from what you've seen
lembre que só é diferente do que você já viu.

I'm looking at you through the glass...
Estou te olhando pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo já passou
And all I know is that it feels like forever
Tudo o que eu sei é que parece que sempre foi assim
When no one ever tells you
quando ninguém nunca te diz
that forever feels like home, sitting all alone inside your head
que 'sempre' é como estar em casa, sentado sozinho na sua cabeça.
Cause I'm looking at you through the glass...
Porque estou te olhando pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo passou
All I know is that it feels like forever
Só o que eu sei é que parece que sempre foi assim
When no one ever tells you
quando ninguém jamais te diz
that forever feels like home, sitting all alone inside your head
que 'sempre' parece estar em casa, sentado sozinho na sua cabeça.

And it’s the starrrssss
E são as estrelas
The sttarrrsss
As estrelas
That shine for you
que brilham pra você.

And it’s the starrrssss
E são as estrelas
The sttarrrsss
as estrelas
That lie to you.. yeah-ah
que mentem pra você...

I'm looking at you through the glass...
Estou te olhando pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo já passou
Oh god it feels like forever
Ah, Deus, parece que sempre foi assim
But no one ever tells you
mas ninguém nunca te diz
that forever feels like home,
que 'sempre' é como estar em casa,
sitting all alone inside your head
sentado sozinho na sua mente.
Cause I'm looking at you through the glass...
Porque estou olhando pra você pelo vidro...
Don't know how much time has passed
Não sei quanto tempo já passou
All I know is that it feels like forever
Só o que eu sei é que parece que sempre foi assim
But no one ever tells you
mas ninguém nunca te diz
that forever feels like home,
que 'sempre' é como estar em casa,
sitting all alone inside your heaaaaddd...
sentado sozinho na sua mente...

Sexta-feira, Outubro 16

"Se a guerra nos portões do paraíso libertou o desejo,
na linha de frente, alguém deve ter percebido
que um coração humano exige ser admirado.
Mas, no Centro do Universo,
estamos todos sozinhos.

Eu tenho um conto pra contar. Não quer me ouvir hoje à noite?
Siga-me até o núcleo da fonte de luz.
Tente imaginar que a esperança é o nosso navio para a alma.
(Além do oceano, a busca da sua vida jaz adiante)
Talvez, juntos, descubramos que há um lugar para nós todos.
(Siga a estrela da sua mente. Continue a velejar, continue...)"

(Kamelot - 'Center of the Universe')

"Tudo o que se vê ou parece nada mais é do que um sonho dentro de um sonho"

(Edgar Allan Poe)

Sei lá. Só estava meio triste, e isso meio que cai em cima. Era isso, ou ficar mais triste ainda vendo de novo 'The Girl from Memory Planet' lá no Newgrounds...

Falou aí.

Quarta-feira, Setembro 9

VISITANTE (08/09/09)


Doce e suave vem
percebida por ninguém.
Vento e o cheiro da umidade,
perfume de terra molhada.
Lépida entre quem passou,
e quem seu toque ignorou
volta os olhos para o ar.
Dia se tornou noite.

E céu que dourado brilhava
agora escuro se declara.
A presença é do mar bravio
até pra quem nunca esteve lá.

É a tempestade que chega.
Melhor procurar abrigo.
É a tempestade que veio
a todos visitar.
É a tempestade, e traz
tanta imponência consigo.
É a tempestade, e a tempestade
começa já.

Trovões e ventos se agitam.
Lá embaixo alguém grita.
O povo corre, já muito tarde
pra escapar do temporal.
Voz de sereia me chamando
nos vãos de porta assobiando.
Eu vou até ela, não resisto.
Desfruto do recital.

É a tempestade que chega.
Acho que eu vou lá fora.
É a tempestade. Seus raios
cintilam no ar.
É a tempestade, tão bela
e com tanta pressa de ir embora.
É a tempestade, e a tempestade
não vai ficar.

Eu sei dos riscos que ela traz.
Tem evidência até demais.
Pouco na natureza se equipara
a tal força original.
Por mais que se perca, porém,
é preciso ver também
que nada é mais bonito que ela.
Não veio fazer mal.

É a tempestade que chega
Eu devia tentar sair daqui.
É a tempestade, e quebra
feito ondas no mar.
É a tempestade, agora.
Nem que pudesse eu ia fugir.
É a tempestade, e a tempestade
veio pra ficar.

É a tempestade, e a tempestade
veio pra ficar.

(pedindo licença pra impingir mais um dos meus poemas, mas a chuva que avassalou a cidade hoje foi uma das coisas mais lindas que eu já vi, e aproveitando a melodia do Storm, do Blackmore's Night, fiz essa homenagem tardia e sonolenta. Se aquela tempestade fosse uma mulher, eu teria me apaixonado, perdidamente e à primeira vista :) )

Amplexos do Louco

Terça-feira, Agosto 11

A vida é um livro no qual nós somos os únicos personagens presentes da primeira à última página. Todos os demais, por mais importantes ou enfadonhos que sejam, são capítulos que terminam antes do fim...

Mas sempre podemos folhear as páginas em busca dos melhores capítulos, quando bater a saudade ^_^



Forte amplexo do Louco

Quinta-feira, Abril 9

LOBO SOLITÁRIO

Através da poeira...
Vai adiante, por entre estrada e colina.
O ar agora é mais fresco, a trilha mais clara
E o caminho se descortina.

Vento frio deixa para trás,
Incapaz de incomodar seu casaco.
Passos lépidos, parecendo saltitar em avanço.
Olhos claros luzindo.

Recebendo quem chega com satisfação
Que boas vindas te darão agora?
Não mais os passos no corredor, não mais sua presença.
Outro amigo que vai embora.

Pois é a natureza das melhores histórias.

E diante do inevitável, daquilo que se perde
A reação é previsível: humanos!
Não importa por quanto tempo desfrutem de algo,
Não importa que se partilhe a mesma época sob este céu,
Nunca estamos prontos para o passar dos anos.
Mais dia menos dia, amigos se separam.
Mais dia menos dia, é preciso ir embora.
Eles se vão, e por enquanto... ficamos.

(Mas, enquanto olho para o horizonte
E à distância, seu vulto diminui,
Agradeço pela sua amizade.
Agradeço por esses dias.
Que um dia nos encontremos de novo,
No final de todas as trilhas,
Onde então ficará no passado
A falta que já me faz sua companhia)

- Pedindo licença ao amigo Akira onde estiver, vou deixando esses versinhos. Nada bons, talvez. Meu cachorro, o Boris, morreu ontem, dia oito. Pra quem nunca teve cachorro, não é grande coisa. Bem, não é fácil ver um amigo de mais de dez anos de convivência partir, por melhor que tenha sido pra ele, no fim. Pra quem já, estou chovendo no molhado –

Falou aí.

Terça-feira, Março 17

FICÇÃO INVADE

*passando sobre os pedaços da porta quebrada, e pisando nas incontáveis páginas espalhadas pelo chão*

... ‘mais tarde’, ‘mais tarde’, eu mostro pra ele... Puatz, que zona! Dimão devia parar por aqui qualquer dia e arrumar umas pastas pra colocar tanto papel... Depois reclama que num acha as coisas. Mas hein? Ligado? Ah, e aí, gente teimosa? Pra quem costuma passar por aqui, esperando que o meu autor preguiçoso dê as caras, novidade! Enquanto o cara tá lá, pensando na morte da bezerra e atrasando post como de costume, apareci! Darris, demônio de Dairok em tempo integral e alter ego do escritor, dando as caras mais uma vez e invadindo o espaço pra colocar algum movimento nessa pasmaceira!

É, eu sei, tem quem ache que isso é doidura, e que personagem que se preze tem que aparecer só quando tá sendo escrito, e que esse lance é loucura. E eu com isso? ^^ Eu me prezo tanto que apareço onde acho que devo, e devo aparecer agora, pra dar o ponto de vista de personagem desses pontos esquisitos que autores insistem em chamar de ‘estilo’, ‘imaginação’, e mais outros etecéteras. Então, enquanto meu confuso autor não aparece, eu taco em vocês a idéia mais bisonha que me ocorreu: Romances Complicados.

Do Dimão, eu acabo assimilando uma pá de coisa sobre anime, e tai lugar bom pra vc ver uma das máximas de vcs, humanos esquisitos; adoram complicar o que tá fácil. Tá lá a mina, tá lá o cara, e de repente aparece uma terceira pessoa (mina ou cara) e transforma o par perfeito num triângulo nem tão perfeito assim. As minazinhas de plantão lendo ou assistindo começam a torcer e bolar teoria pra quem deve ficar com quem e, mais bizarro ainda... os caras também!!! Todo mundo tem um par favorito, por vezes saindo com as bases mais idiotas ou sem noção pra justificar pq aquele casal daria certo. Pior q promessa de político!!! Sem base nenhuma, e mesmo assim os defensores repetem as razões como cavaleiros de cruzada explicando pq aquelas terras ‘santas’ agora pertencem a eles, e pq os moradores de direito da região na verdade são hereges (hah, vcs humanos são doidos! ^^ E mais louco é fazerem guerra por causa disso!).

Quem não lembra de exemplos onde dois caras disputam uma mina (tipo em Visões de Escaflowne) ou, bem mais comum na cultura japonesa pelo jeito, duas minas disputam um cara (toda a série Macross, ou quase todas as variações dela, se baseiam nisso), e isso quando vc não tem várias delas correndo atrás de um único felizardo (tipo o interminável Ranma ½ ).

Hã? Ah, tá dizendo que isso é basear comentário demais em série japonesa, né? De boa, alguém aqui prestou atenção em como funciona novela? Vai se danar, a única coisa mais bisonha do que continuarem passando essas trolhas é ter quem assista, dá um tempo! Começam com uma ficção muito maior do que eu, um amor perfeito e à primeira vista, onde um mino e uma mina se olham e se apaixonam. Daí, por algum motivo imbecil, como chutar o cachorrinho da mina ou beber a cerveja do mino, os dois se separam (sempre depois de já terem transado, e da mina ter engravidado, na maioria das vezes sem nem saber ainda!), vão um pra cada lado e, quase sempre, se arranjam com outros minos e minas.

Passam-se anos, e o mino e mina originais se encontram de novo, a mina quase sempre com um bacuri embaixo do braço, que tem a cara e o temperamento do ‘primeiro amor’ dela – que mesmo assim consegue achar que é filho dela com o outro! Idiotas... E daí, claro, os casamentos não são felizes, pq ambos continuam pensando nos ‘grandes amores’ de suas vidas. E daí a audiência burra fica torcendo pra eles se separarem de quem casaram (quase sempre de livre e espontânea vontade!) pra ficarem com quem deviam ter ficado desde o começo, se não fossem um casal de mulas. E lá pro final, a audiência odeia os outros mino e mina, que só deram o azar de se interessar por quem deveria ter sido o casal ideal desde o começo da história.

Moral da história? Humanos são doidos. E adoram reprise (o que explicaria muito bem o sucesso eterno do Chaves ^^). E também, curtem relacionamentos em conflito. Sei lá eu por que... Talvez, pq eles gostariam de poder escapar impunes e com a opinião popular dando força se casassem com alguém e ainda assim tivessem um romance de verdade. Ou então, vcs que tratem de explicar pq histórias repetidas com nomes, pessoas e lugares diferentes continuam fazendo sucesso se não saem disso. Ou alguém que leu até aqui discorda que eu resumi ali em cima tudo o que rolou de principal entre todas as novelas feitas e ainda por fazer nas décadas passadas e por vir? Tá, algumas colocaram vampiros e mutantes no enredo, mas em essência a história girava em torno disso, num foi?

Acho que tá bom. Já falei demais, e o tagarela por aqui é o Dimão. Ah, e ao contrário dele, não ligo nem um pouco pra sua opinião. ^^ Vou dizer o que eu quero, com a visão de um personagem, que tá muito mais por dentro de ficção que qualquer um de vcs, gente esquisita que curte o bizarro (bons tempos em que isso queria dizer gostar de Além da Imaginação e Profissão: Perigo... ou alguém acha que o McGiver não era bizarro? Com um pouco de cartolina, fita isolante e uma esferográfica, ele podia montar um videogame de última geração! Qué isso!!??). E também, vou postar a música que me der na telha, tenha a ver com o tópico ou não. E pra começar, hmmmm... Tá, essa aqui tá boa. Quem assistiu Possuídos, Entrevista com o Vampiro e alguns outros filmes tbm ouviu os Stones ou o Guns (N’ Roses) detonando essa aqui, e enquanto demônio de Dairok, eu adoro uma sonzeira! ^^ Falows aí!

Sympathy For The Devil (The Rolling Stones)
Compaixão pelo demônio

Please allow me to introduce myself
Por favor, permita que eu me apresente.
I'm a man of wealth and taste
Sou um homem de riqueza e bom gosto.
I've been around for a long, long years
Estive por aí por muitos, longos anos
Stole many a man's soul and faith
Roubei de muitos homens a alma e a fé.
And I was 'round when Jesus Christ
E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Had his moment of doubt and pain
Teve seu momento de dúvida e dor.
Made damn sure that Pilate
Garanti que Pilatos
Washed his hands and sealed his fate
Lavasse suas mãos e selasse o destino dele.

Pleased to meet you
É um prazer conhecê-los.
Hope you guess my name
Espero que adivinhem o meu nome.
But what's puzzling you
Mas o que te intriga
Is the nature of my game
É a natureza do meu jogo.

I stuck around St. Petersburg
Me demorei em São Petersburgo
When I saw it was a time for a change
Quando vi que era a hora para uma mudança.
Killed the czar and his ministers
Matei o czar e seus ministros.
Anastasia screamed in vain
Anastasia gritou em vão.
I rode a tank
Eu pilotei um tanque,
Held a general's rank
Assumi a posição de um general
When the blitzkrieg raged
Quando a blitzkrieg irrompeu
And the bodies stank
E os corpos fediam.

Pleased to meet you
Prazer em conhecê-los!
Hope you guess my name, oh yeah
Espero que adivinhem o meu nome, ah é.
Ah, what's puzzling you
Ah, o que está te intrigando
Is the nature of my game, oh yeah
É a natureza do meu jogo, ah é!

I watched with glee
Assisti com deleite
While your kings and queens
Enquanto seus reis e rainhas
Fought for ten decades
Lutaram por dez décadas
For the gods they made
Pelos deuses que eles fizeram.
I shouted out,
Eu gritei bem alto,
"Who killed the Kennedys?"
‘Quem matou os Kennedys?’,
When after all
Quando, no final das contas,
It was you and me
Fomos vocês e eu.
So let me please introduce myself
Então, por favor, permitam que eu me apresente,
I'm a man of wealth and taste
Sou um homem de riqueza e gosto.
And I laid traps for troubadours
E eu coloquei armadilhas para trovadores
Who get killed before they reached Bombay
Que são mortos antes de alcançarem Bombaim.

Pleased to meet you
Prazer em conhecê-los.
Hope you guessed my name, oh yeah
Espero que adivinhem meu nome, ah é.
But what's puzzling you
Mas o que está te intrigando
Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby
É a natureza do meu jogo, ah é. Se abaixa, baby.

Pleased to meet you
Prazer em conhecê-los!
Hope you guessed my name, oh yeah
Espero que vocês adivinhem o meu nome, ah é!
But what's confusing you
Mas o que está te confundindo
Is just the nature of my game
É claramente a natureza do meu jogo.

Just as every cop is a criminal
Assim como todo o tira é um criminoso,
And all the sinners saints
E todos os pecadores santos,
As heads is tails
Como cara é coroa,
Just call me Lucifer
Me chamem apenas de Lúcifer
'Cause I'm in need of some restraint
Porque estou necessitando de alguma restrição.
So if you meet me
Então, se me encontrar,
Have some courtesy
demonstre alguma cortesia.
Have some sympathy, and some taste
Tenha um pouco de compaixão, e um pouco de gosto
Use all your well-learned politesse
Use toda a sua polidez bem aprendida
Or I'll lay your soul to waste, um yeah
Ou colocarei a sua alma para apodrecer, hm yeah

Pleased to meet you
Prazer em conhecê-los!
Hope you guessed my name, um yeah
Espero que adivinhem o meu nome, hm yeah!
But what's puzzling you
Mas o que está te intrigando
Is the nature of my game, um mean it, get down
É a natureza do meu jogo. Hm sério. Abaixem.

Woo, whoOh yeah, get on down
Oh yeahOh yeah!
Tell me baby, what's my name
Diga, gata, qual meu nome?
Tell me honey, can ya guess my name
Diz, doçura. Cê consegue adivinhar meu nome?
Tell me baby, what's my name
Me diga, gata, qual meu nome?
I tell you one time, you're to blame
Te digo uma vez, a culpa é sua.

Oh, whowoo, wooWoo,
whoWoo, wooWoo, who,
whoWoo, who, who
Oh, yeah
What's my name
Qual meu nome?
Tell me, baby, what's my name
Me diz, gata, qual meu nome?
Tell me, sweetie, what's my name
Diga, gracinha, qual o meu nome?

Sábado, Fevereiro 21

REPETIÇÃO? ECO!!

Olá gente carnavalesca! Fora de hora, fora de prumo com esse calor desgraçado e fora de qualquer desfile, saudações do Louco!

O post de hoje deve ser menor (ou menos extenso) do que de costume; lembrando de uma mania minha e de muitos outros, submeto dessa vez Tem eco por aqui?

Acredito que muitos dos que escrevem por prazer ou profissão já se depararam com isso, também. Você relê o que andou fazendo pra ver se ficou bom e, de repente, percebe que tem sons que se repetem ou palavras que ‘rimam’ em certas sequências de frases. E, para os engraçadinhos de plantão, estou falando de prosa; embora não seja regra, eu sei muito bem que idéias em verso costumam se combinar em rimas e repetições de som, mesmo. ^^’

Na minha vasta coleção de quadrinhos tenho uma pérola onde isso acontece; um épico número 100, onde rola uma luta entre Vingadores versus Irmandade de Mutantes (nova versão, meio diferente daquela que vocês podem ter acostumado a ver em X-Men: Evolution), onde isso não acontece uma, mas duas vezes que eu lembre. Vampira, do lado da Irmandade, deixa o Homem de Ferro cair feito uma bomba num gerador e o narrador diz A mira de vampira é precisa. Pouco depois, a Feiticeira Escarlate (com os Vingadores) usa um feitiço pra soltar o Fera de destroços, e o narrador vai de novo A esfera mística libera o Fera da janela... e, aos meus ouvidos, apareceu a imagem Combo – 4 hits!

Tem quem não tenha se incomodado, ou não tenha notado nada de mais, né? De boa, isso é pra leitores mais experientes (leia-se, ‘chatos’) como euzão. É claro que não tem nada de mais, e tem até quem use isso como um recurso pra chamar a atenção. Repetição de palavras ou idéias às vezes entra pra dar ênfase ao que está sendo dito, reforçando a idéia (na dúvida, dêem uma olhada no post com música onde eu coloquei aquela do Air Supply; haja repetição ali!). Mas quando feito sem intenção, e isso é fácil de notar, o som repetido ou a palavra que rima deixa a coisa meio cansativa, ou parecendo tola. Tá, ninguém precisa ser professor de gramática pra se meter a escrever uma história (eu não sou, cometo vários crimes de ortografia... como esse lance da ‘história’, acho. Devia ser ‘estória’, mas eu gosto mais da outra versão ^^ E vou levar um baile pra aprender as novas – e inúteis – regras de acentuação). Mas o uso disso como recurso deixa a leitura mais interessante, e o mau uso, cansativa. Simples assim. Tudo se resume, no final, a uma pergunta simples: você quer que muitas pessoas leiam, ou nem tantas assim?

Acho que também vale praquela velha coisa da junção de palavras formando um som inesperado (ei, alguém assistiu Yu-Yu Hakusho? Lembram daquele lance do ‘Quem te viu e quem te vê’, onde eles não podiam dizer ‘quente’?). Minhas favoritas são ‘eu vi ela’, ou ‘ela tinha’, além do menos conhecido ‘hoje eu vi Adão’ ^^ Nada que vá impedir alguém de ler, claro... mas dependendo do contexto ou do lugar, pode causar algum desconforto...

Forte amplexo do Louco (que passa Carnaval ouvindo Iron Man, do Ozzy)... ei, e achei algo legal na minha biblioteca de música! Dos tempos da minha querida Cindy Lauper, outra das pérolas da repetição de idéias onde, na modesta opinião d’El Loco, isso pegou muito bem ^^

All Through The Night (Cindy Lauper)
Pela Noite Inteira

All through the night
Pela noite inteira
I'll be awake and I'll be with you
Vou ficar acordado, e vou ficar com você.
All through the night
Pela noite inteira,
This precious time when time is new
Esse tempo precioso, quando o tempo é novo.
Oh, all through the night today
Ah, pela noite inteira, hoje,
Knowing that we feel the same without saying
Sabendo que nós sentimos o mesmo, sem ter que dizer.

We have no past we won't reach back
Não temos passado, não vamos olhar para trás.
Keep with me forward all through the night
Siga comigo adiante pela noite inteira
And once we start the meter clicks
E, assim que começarmos, o velocímetro dispara
And it goes running all through the night
E segue em frente pela noite inteira.
Until it ends there is no end
Até que termine, não há fim.

All through the night
Pela noite inteira,
stray cat is crying so stray cat sings back
gato vira-lata chama, e gato vira-lata responde.
All through the night
Pela noite inteira,
They have forgotten what by day they lack
Eles se esqueceram do que, de dia, eles não têm.
Oh under those white street lamps
Ah, sob essas luzes brancas da rua,
There is a little chance they may see
Há uma pequena chance que eles percebam.

We have no past we won't reach back
Não temos passado, não vamos olhar para trás.
Keep with me forward all through the night
Siga comigo adiante pela noite inteira,
And once we start the meter clicks
E uma vez que comecemos, o velocimetro dispara
And it goes running all through the night
E segue adiante pela noite inteira.
Until it ends there is no end
Até que termine, não há fim.

Oh the sleep in your eyes is enough
Ah, o sono nos seus olhos me basta.
Let me be there let me stay there awhile
Me deixe estar lá. Me deixe ficar lá por algum tempo...

We have no past we won't reach back
Não temos passado. Não vamos olhar para trás.
Keep with me forward all through the night
Siga em frente comigo pela noite inteira,
And once we start the meter clicks
E assim que começamos, o velocímetro dispara
And it goes running all through the night
E segue em frente pela noite inteira
Until it ends there is no end
Até que termine, não há fim.
Keep with me forward all through the night
Siga em frente comigo pela noite inteira.
And once we start the meter clicks
E uma vez que começamos, o velocímetro dispara
And it goes running all through the night
E segue em frente pela noite inteira.
Until it ends there is no end
Até que termine, não existe fim.

Quinta-feira, Janeiro 22

O CADERNO

Olá de novo, seres do mundo! Saindo de algum ponto obscuro entre o ‘nada’ e o ‘alguma coisa’, saudações do Louco! ^^

Agradecendo antecipadamente ao Sr. Ignácio de Loyola Brandão pela excelente sugestão quando deu uma palestra aqui em Andrecity há algum tempo, numa iniciativa da Casa da Palavra, trago à pauta um dos itens que não deveriam faltar no arsenal de todo o escritor e pretenso escritor, principalmente aqueles que já toparam com a visita inesperada das melhores idéias, quando não há sequer papel higiênico no qual se escrever: O caderninho de notas.

Não, não aquele do episódio do Chapolin e os Aerolitos... embora a idéia seja essa, mesmo. Qualquer ser humano que se meteu a escrever já deparou com um fluxo contínuo de idéias, bem como um período enorme de seca. Sim, períodos que nos deixam sem idéia são terríveis, nos deixam tempos sem escrever e sem nos sentirmos bem... mas também, quando temos as idéias, por vezes elas jorram como torneiras escancaradas, sem registro que dê pra fechar e sem que tenhamos uma bacia onde colhê-las.

O caderninho é a solução, a bacia que faltava pra isso. Quando aquela idéia caprichosa, e que cai tão bem no seu novo projeto ou no que está trabalhando agora brotar do nada e começar a se despejar, anote! Escreva rápido, faça anotações curtas o suficiente pra não ficar de pé no meio da calçada, atrapalhando o trânsito, mas longas o suficiente pra que, quando se sentar diante do teclado ou da máquina de escrever (q eu ainda prefiro em muitos casos), vc lembre da essência do que queria escrever, que não tenha perdido nada de importante. Lembre, vc quer preservar a idéia e não dar vida a ela numa agenda de anotações. Nada contra elas, mas não há espaço e, se teve que recorrer a uma, é pq vc não está em casa, onde poderia dar forma à idéia num lugar mais apropriado.

Ah, e um conselho pra quem, como eu, prefere não dar vaza e arriscar a perder a boa idéia só por um detalhe idiota como estar numa condução. Vai a dica entre a letra tremida que nem vc vai entender mais tarde e a letra horrível, mas que vai ser a diferença entre perder a idéia ou levar pra casa: apóie bem a mão na caneta ou lápis, e escreva muito devagar. Deixe a escrita rápida de mão leve pra quando o ônibus ou trem parar, e se concentre no que tá fazendo; dá pra escrever bem e manter a idéia fresquinha se vc puser força na mão e ‘desenhar’ as letras, em vez de só riscá-las no papel.

E, claro, tente não perder o ponto ou parada onde vai descer. As boas idéias têm poderes incríveis nas mãos dos autores, mas uma das coisas que elas NÃO fazem (pelo menos, nunca fizeram pra mim) é carregar autores desligados pra onde eles queriam ir originalmente, a não ser nas próprias mentes deles ^^

E, mais uma, tente ter sempre um extra. Caderninhos podem durar anos, meses, semanas... depende do seu fluxo de idéias. Mas uma idéia muito boa pode acabar com um número imprevisível de folhas, e é uma experiência meio desagradável ficar sem papel antes de ficam sem a idéia; algo como mocinho de faroeste que vê a munição acabar, dá pra imaginar, eu acho.

No mais, acho que é só. Eu, tbm, criei o hábito de colocar data com dia, mês e ano nas idéias. É legal, saber quando aquela idéia específica chegou, e... ajuda a manter um controle sobre quando, exatamente, vc tava escrevendo isso ou aquilo. Ah, mas cuidado pra não perder os bloquinhos. Pra quem cria o hábito, pode ser tão frustrante quanto perder uma carteira cheia de dinheiro (eu queria muuuuuuuuuuuito encontrar aquele caderninho com a idéia do cara dos desejos... T_T’)

Forte amplexo do Louco, de volta à ação (enquanto as idéias e os caderninhos durarem)... e já que estamos num post novo, vejamos o que eu consigo agitar de música. Hm, acho que tive uma idéia...

TOQUINHO – O CADERNO

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá.
Em todos os desenhos coloridos vou estar:
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel.

Sou eu que vou ser seu colega,
Seus problemas ajudar a resolver.
Te acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver.
Serei de você confidente fiel,
Se seu pranto molhar meu papel.

Sou eu que vou ser seu amigo,
Vou lhe dar abrigo, se você quiser.
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel.

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.
Só peço a você um favor, se puder:
Não me esqueça num canto qualquer.

(Ei, com um post desses e um nome desses, vcs tavam esperando o que? Me dá um tempo! ^^)

Sábado, Novembro 1

PESSOAS DE OUTUBRO

Olá de novo, seres humanos! saudações do Louco!

Então, nesse mês eu descobri uma pá de colegas de serviço que aniversaria no mesmo mês que eu, e falei 'firmeza! É meu mês, fica facinho dar parabéns pra todos!'. Certo?

Nah, nada a ver #-_-#' Deixei passar um atrás do outro, intrepidamente... E quando esqueci o da minha amiga Amanda, falei 'Nah, já deu! Antes que eu esqueça mais alguém, é melhor pedir desculpas a todos!'

E aproveitei pra me prevenir também, só pro caso de esquecer mais algo. Coloquei isso aqui no quadro de aviso da escola, e acho que valeu. Foi meio capenga, digo, mas foi um pedido de desculpas all the same ^^

Segue-se aqui. Vcs, gente que também aniversaria em outubro, vejam se concordam ou não!

Amplexos outubrianos do Louco (agora em novembro)

Pessoas de Outubro...

_ têm gosto apurado, por vezes compreendido como 'estranho' (músicas dos anos 80, clima incomum, desenho animado...)
_ são tímidos por natureza, mas aprendem a disfarçar (do jeito que der)
_ vivem seus sentimentos intensamente. Amam aquilo de que gostam e odeiam apaixonadamente aquilo que não curtem.
_ brilham como supernovas em sua alegria, e vagam em silêncio, discretamente, como estrelas anãs quando entristecidos.
_ prezam os amigos, a família e aquilo que possuem, mas sabem que os verdadeiros tesouros só brilham quando partilhados.
_ valorizam seus momentos de privacidade, também (que é? Isso também é importante, poxa!)
_ evitam tumultos e apreciam a paz... mas é melhor não abusar (ou a coisa pode ficar FEIA... o_0')
_ consideram datas importantes, mas... às vezes não lembram de felicitar os amigos no dia certo e, bom... tentam pedir desculpas de modo criativo, esperando que funcione... #^_^#')